Open Insurance: o mercado de R$ 350 bilhões que fintechs com infraestrutura BaaS podem capturar antes dos incumbentes

R$ 350 bilhões em prêmios. Menos de 30% da população segurada. Um sistema inteiro esperando nova infraestrutura.
O mercado segurador brasileiro movimentou mais de R$ 350 bilhões em prêmios em 2024. É o maior da América Latina e um dos que mais cresce no mundo. Mas a penetração de seguros na população ainda é baixa — inferior a 30% em categorias essenciais como vida, residencial e PME.
Não é falta de demanda. É falta de distribuição.
Seguros no Brasil ainda dependem de corretores tradicionais, processos manuais e produtos genéricos que ignoram o contexto do cliente. A experiência de compra é fragmentada. A personalização é quase inexistente. E o momento certo da oferta — aquele instante em que o cliente está engajado e propenso a contratar — é desperdiçado.
O Open Insurance existe para resolver exatamente esse gargalo.
Open Insurance: o que muda quando dados de seguros circulam entre instituições
Open Insurance é o sistema de compartilhamento padronizado de dados de seguros entre instituições autorizadas, regulado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Na prática, funciona como a camada de seguros do Open Finance: o cliente autoriza que seus dados de apólices, sinistros, coberturas e perfil de risco sejam compartilhados com outras empresas participantes.
A regulação segue o modelo em fases que o Banco Central já aplicou no Open Banking. A Susep estabeleceu padrões de APIs, governança de consentimento e requisitos técnicos para que seguradoras, resseguradoras e novos distribuidores operem em um ecossistema interoperável.
O resultado é direto: qualquer empresa com infraestrutura tecnológica adequada pode acessar dados que antes ficavam trancados dentro das seguradoras tradicionais — e usar esses dados para criar ofertas melhores, mais baratas e mais relevantes.
Para quem já opera no ecossistema de Open Finance, a conexão é natural. Os mesmos trilhos de consentimento, as mesmas APIs padronizadas, a mesma lógica de portabilidade. Open Insurance não é um projeto paralelo. É a extensão lógica de uma infraestrutura que já existe.
A vantagem estrutural de quem já opera BaaS
87% das seguradoras globais reconhecem que precisam modernizar sua distribuição digital. Mas a maioria não tem infraestrutura própria para isso. Dependem de parceiros tecnológicos para chegar ao cliente final no momento certo, no canal certo, com o produto certo.
Empresas que já operam Banking as a Service têm uma vantagem que não se compra no mercado: a infraestrutura regulatória, tecnológica e de dados já está rodando.
Quem já processa transações financeiras, já conhece o comportamento de consumo do cliente. Quem já opera contas digitais, já tem o canal de relacionamento aberto. Quem já gerencia compliance e KYC, já tem a base regulatória para distribuir produtos financeiros adjacentes.
Adicionar seguros a essa infraestrutura não exige construir do zero. Exige conectar. A base de BaaS funciona como a camada de distribuição que o mercado segurador precisa — e que as seguradoras tradicionais não conseguem construir na velocidade que o mercado demanda.
Embedded insurance: o seguro que aparece no momento certo
O conceito de seguro embarcado — embedded insurance — é o que transforma infraestrutura em receita. Em vez de vender seguros como produto isolado, o seguro aparece embarcado em uma jornada que o cliente já está percorrendo.
Comprou um eletrônico no e-commerce? Seguro de garantia estendida no checkout. Contratou um financiamento? Seguro prestamista integrado à parcela. Abriu uma conta PJ? Seguro empresarial parametrizado pelo faturamento.
A conversão de seguros embarcados é até quatro vezes maior que a de seguros vendidos em canais tradicionais. O motivo é simples: contexto. O cliente já está no momento de decisão. O seguro não interrompe — complementa.
Para empresas que já oferecem produtos financeiros via BaaS, embedded insurance é a próxima camada de monetização. Cada transação processada, cada conta aberta, cada crédito concedido é um ponto de distribuição de seguros. A receita por cliente sobe sem aumentar o custo de aquisição.
Personalização de apólices com dados comportamentais
O Open Insurance não apenas permite distribuir seguros — permite distribuir seguros melhores.
Com acesso a dados comportamentais e transacionais (mediante consentimento do cliente), é possível precificar risco de forma individualizada. Um motorista que dirige menos pode pagar menos. Uma empresa com fluxo de caixa estável pode ter condições diferenciadas. Um cliente com histórico de sinistro limpo pode receber coberturas mais amplas pelo mesmo valor.
Essa personalização é o que separa o seguro commodity do seguro relevante. E é o que transforma a experiência do cliente: em vez de um produto genérico que ele compra por obrigação, o seguro se torna uma recomendação inteligente que protege exatamente o que importa, no valor justo.
A infraestrutura para isso não é trivial. Exige motor de regras, integração com APIs do Open Insurance, capacidade de underwriting dinâmico e compliance com LGPD e regulação Susep. Mas para quem já opera a complexidade regulatória do BaaS, é uma extensão — não uma reinvenção.
O mercado não espera: quem distribui primeiro, captura primeiro
A regulação do Open Insurance está avançando. As APIs estão sendo padronizadas. As seguradoras estão buscando parceiros de distribuição digital. O mercado de R$ 350 bilhões está se abrindo para novos participantes.
Mas a janela tem prazo. Assim como aconteceu no Open Banking, os primeiros a conectar infraestrutura e oferecer produtos integrados vão capturar a base de clientes antes que o mercado comoditize. Quem chegar depois vai competir por preço. Quem chegar primeiro vai competir por relevância.
Para empresas que já investiram em infraestrutura BaaS, a pergunta não é se devem entrar em seguros. É quando. E a resposta, olhando para a regulação, para o mercado e para a competição, é: agora.
Infraestrutura decide quem captura os próximos R$ 350 bilhões
Open Insurance não é um projeto de inovação. É um projeto de infraestrutura. Quem já tem os trilhos — contas, transações, compliance, dados, canais — distribui seguros. Quem não tem, depende de quem tem.
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